segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Um jornal do car****

Certo, antes de começar, precisamos esclarecer que o blog continua com a mesma linguagem. Não achei melhor trocadalho (sic) para representar o texto descrito a seguir, e que, conforme prometido, contará uma história. E que começou há algum tempo.
Esta entrevista inicia uma série permanente no Revista O Mate, a qual converso com blogueiros, estudantes e pessoas de interesse geral do jornalismo, a fim de especificar um pouco a visão que cada um tem de suas criações, e da área a qual escolheram.
Agora sim, podemos continuar.

"Quando acontece uma merda gigante e ninguém encontra o responsável pela cagada, ninguém assume a culpa, então presume-se que seja do estagiário fantasma maconheiro que assombra a empresa plantando a discórdia." É desta forma que a jovem Thy Berneleau - Thy, na realidade, é apelido, o nome verdadeiro ela não revela, e o sobrenome, que se lê "Bernelô", também merece um complemento -, 25 anos, descreve, em algumas linhas, a coluna "O Estagiário Fantasma", publicada em seu blog Jornaralho, com gafes do jornalismo impresso ou aquele que, de certa forma, precisa-se ler para saber. São dicas, como ela mesma descreve nas postagens, de erros a serem evitados pelos profissionais ou graduandos de Comunicação Social. Apesar do peso da expressão, há atualizações frequentes no marcador.

Thy Berneleau: a mente por trás do Jornaralho (Foto: Reprodução/Facebook)

Além destes macetes, o Jornaralho, surgido em fevereiro de 2014, também tem uma seção de entrevistas com profissionais da área (inclusive uma com o saudoso Marcos Piangers) e o auxílio prático do desenhista Oberdan Machado, que colabora com ilustrações para a página e já ganhou homenagem por lá. Outras colunas também podem ser visualizadas, sempre com "umas boas colheradas de humor, canecas de café com sarcasmo e pitadas ácidas de palavrões (mas só alguns)", como ela mesma coloca na descrição geral.
De Porto Alegre, onde mora, a blogueira e estudante do Centro Universitário Metodista/IPA contou um pouco de sua rotina e explicou o porquê do nome da página.

O Mate - Qual a inspiração que tu tivestes para criar o blog?
Thy - No primeiro dia de aula, eu estava em êxtase, como todo calouro, e me surgiu ali a ideia de criar um blog sobre a rotina da faculdade. Sempre mexi com blogs desde 2003, mas naquela época eu só sabia choramingar porque o fulaninho não gostava de mim, ou como o meu pai não me entendia, como toda adolescente normal. Mas sempre fui autodidata e aprendi a mexer em HTML sozinha por tutoriais pela Internet. Então, eu tinha as ferramentas, e só precisava de um bom tema. Achava legal aquelas blogueiras de moda e cosméticos, mas não era a minha praia, não tinha paciência, conhecimento e nem dinheiro pra investir nisso. Quando veio o estalo de fazer o Jornaralho no dia seguinte eu coloquei-o em prática. Aluguei o domínio, mexi uns pauzinhos e tudo foi fluindo.

O Mate - Por que o nome Jornaralho?
Thy - Escolhi este nome porque queria um nome com sonoridade, algo que misturasse "Jornal" com alguma outra coisa, um nome marcante.

O Mate - Há críticas ao fato de o nome remeter a um duplo sentido, ou ainda ao fato de haver muitos palavrões no blog?
Thy - Recebi muitas criticas a respeito dos palavrões, que eu não deveria escrever palavrão no blog pois isso poderia fazer com que futuramente alguma empresa não me contratasse. Ora, palavrão é uma marca do blog, por isso o nome Jornaralho, é para ser informal. No momento que uma empresa me contratar, ela estará ciente de que como contratada eu farei o que a empresa quiser que eu faça, e escreverei como a empresa quiser.

O Mate - E quanto ao perfil dos leitores da página?
Thy - Escrevo para pessoas que tem pensamento parecido com o meu, para pessoas que se identificam comigo e minha maneira de pensar.

O Mate - Tu sentes que tuas opiniões afetam a permanência dos leitores no Jornaralho?
Thy - Certa vez me disseram que eu posso escolher o caminho neutro ou então dar minha opinião correndo o risco de perder alguns leitores. Eu ainda prefiro manter a originalidade e mesmo perdendo alguns leitores manter meu pensamento.

O Mate - Como tu descreves o perfil atual do blog?
Thy - Com o tempo (e com a Copa), percebi que por se tratar um blog sobre jornalismo haviam assuntos que não poderia deixar de comentar, aqueles assuntos que estão muito na mídia. Por isso de um diário de bordo ele acabou englobando outros assuntos e até dicas profissionais, tudo isso sempre com muito bom humor :)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Nossos papos de Ano Novo

Faz tempo. Quando o indivíduo argumenta estas palavras, geralmente é por estar sentindo-se culpado por algo que fez e deixou de fazê-lo. Subentende-se também, que há certa obrigação de realizar alguma explicação do porquê deste tempo todo ser transcorrido sem que ele tenha feito algo.
A última vez que escrevi n'O Mate foi em julho, no inverno da alma. Naquela época, não sabíamos se estávamos mais gelados em função do clima ou da derrota iminente que o país sofreu no Campeonato Mundial de Futebol; pelo menos, venceu lá quem nos venceu cá. Sobre isto, não há mais o que dizer.

Ano novo, estamos mudando, de novo. Ainda quero fazer do Revista O Mate uma página grande e inovadora, e estou pensando em formas de como criar conteúdo para ela.

Em 2015, pela primeira vez em bastante tempo, posso adiantar algo concreto: o blog terá conteúdo de fora. Precisamos de novos ares, novas ideias, visões distintas sobre a vida, o universo e tudo o mais. Ao longo do ano, prometo que farei o possível para humanizar as postagens, e trazer opiniões de outras pessoas sobre o jornalismo, e sobre aspectos em geral que envolvem este mundo. E já temos nossa primeira convidada para a série.

Ela é gaúcha de Porto Alegre, ousada, perspicaz, blogueira há pelo menos doze anos - conforme o site oficial -, e itinerante. Ela tem um desenhista, chamado Oberdan Machado, que a ajuda em seu blog. O Revista O Mate tem a honra e o privilégio imensuráveis de receber, em breve, para nosso primeiro papo de 2015, a também estudante de Jornalismo Thy Berneleau, do blog Jornaralho. Sério, certa vez escrevi a ela contando da admiração que tinha por suas postagens, e o quanto gosto do estilo direto e sincero das postagens, parecendo fala. Isso faz pouco tempo.

Estamos mudando, tudo para proporcionar a melhor experiência de leitura para o seguidor d'O Mate, e até para o curioso de passagem. Todos são iguais perante o blog.

Feliz 2015, crianças :)

terça-feira, 8 de julho de 2014

7

É, este gif resume bem a superderrota do Brasil
Chega um momento na vida em que devemos parar, pensar e refletir sobre nossos atos. Sejam eles bons ou ruins, já se sabe: irá ecoar ali na frente. Talvez cedo ou mais tarde, deve-se pensar sobre qual o verdadeiro objetivo do que se busca na vida, ou no momento, e concentrar-se nesta meta. Caso contrário, os resultados podem ser desastrosos.
O Brasil, hoje, vive um dia atípico. Talvez, daqui a vários anos, quando alguém vier a admirar este texto, perceberá que houve uma época em que sofremos a maior derrota de nossa história futebolística, e foi neste oito de julho. Atrás, ficou um passado; o futuro, a partir de agora, ninguém pode imaginar.
Não é todo dia que se sofre uma humilhação como a da Seleção Brasileira, frente à Alemanha, em plena semifinal da Copa do Mundo de 2014. Mais fantástico, se não fosse trágico ao extremo, é imaginar que o Mundial é disputado em solo brasileiro, em estádios construídos para abrigar, em sua maioria, a torcida brasileira, de uma maneira que somente nós conseguimos expressar. A super-goleada de 7x1 a favor dos europeus chama a atenção para problemas que talvez não notássemos antes, ou fingíamos que não queríamos ver.
O futebol mudou bastante nas últimas décadas. Mesmo levando em consideração que o Brasil venceu praticamente uma Copa por década, desde 1950, exceto nos anos 80 (mas quase, pois houve a fatídica Tragédia do Sarriá, em 1982), há de se considerar que o país (1) consegue se adaptar bem às mudanças que o esporte exige, de certa forma, e (2) o Brasil geralmente ganha devido ao peso da camisa que tem, e só.
Veja bem, surgirão unidades de explicações para este placar tão bizarro quanto verdadeiro, ao raiar dos próximos dias, semanas e meses. Excesso de experiência, excesso maior ainda de inexperiência, treinos inexistentes próximos a decisões, declínio técnico de jogadores que não sabem posicionar-se em campo, olhar um jogador em condições, chutar uma bola, confiança exagerada do treinador, espírito de equipe alemão, ausência de peças importantes na nossa equipe, enfim. Não dá. Nada justifica.
O gif acima ilustra bem o que aconteceu, quando ainda estava sete a zero para os alemães: não havia espaço no placar oficial para tantos gols, e ele teve de subir mais um pouco a cada frame para exibir na tela nossos mais novos carrascos.
Claro que estou tão chateado, acuado, como todos os que gostam do futebol, do futebol da Seleção Brasileira, que nos ensinou e inspirou a jogar. E o motivo é simples: o país não esquecerá este momento, jamais. Porque hoje, o Brasil deixou de ser Brasil.

ATUALIZAÇÃO - 09/07: Alguma alma caridosa colocou o vídeo do scroll. Nem por isso deixa de ser chocante.